No dia 8 de setembro de 2025, São Luís chega aos 413 anos de fundação. A capital maranhense, erguida inicialmente pelos franceses e logo tomada pelos portugueses, segue sendo uma cidade única no Brasil, com suas ruas de pedra, casarões de azulejos, sons de tambor e reggae ecoando em cada esquina.

Mais do que uma data no calendário, o aniversário da “Ilha do Amor” é um momento de reconhecimento da identidade ludovicense. O povo celebra não apenas o passado colonial e a riqueza arquitetônica que rendeu à cidade o título de Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, mas também a força de sua cultura popular.
Este ano, a festa começou antes do dia oficial, com uma programação que reuniu regueiros, grupos de tambor de crioula, bois, artistas locais e nacionais. A cidade foi tomada por cores, música e sabores — do arroz de cuxá ao Guaraná Jesus — mostrando que São Luís vive em constante diálogo entre tradição e modernidade.
No dia 8, data oficial, a orla e o Centro Histórico se tornaram palco de grandes apresentações. Gusttavo Lima, Alcione, Ivete Sangalo e bandas locais dividiram espaço com a batida contagiante do reggae e com a energia dos grupos culturais que representam a alma da cidade. Um espetáculo de drones e fogos coroou a noite, lembrando que São Luís é também contemporânea e vibrante.
Celebrar o aniversário da capital maranhense é celebrar a mistura de povos — indígenas, africanos e europeus — que moldaram sua identidade. É reverenciar o bumba-meu-boi, o tambor, o cacuriá, mas também a poesia que fez da cidade a chamada “Atenas Brasileira”.
São Luís completa 413 anos com desafios de uma metrópole em crescimento, mas sem perder sua essência: a de um lugar que guarda memórias em cada azulejo, que respira resistência e que encanta quem a visita.
Hoje, os parabéns não são só para a cidade, mas para cada ludovicense que mantém viva a chama da tradição e da esperança em um futuro ainda mais forte para a nossa São Luís do Maranhão.
