Oposição ocupa Câmara e Senado e trava sessões em protesto contra prisão de Bolsonaro

Em 6 de agosto de 2025, o Congresso Nacional amanheceu com as atividades legislativas paralisadas. Parlamentares da oposição, especialmente ligados à base bolsonarista, protagonizaram um protesto dentro da Câmara e do Senado, ocupando as mesas diretoras e impedindo o início das sessões. O ato foi uma reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia anterior.

Brasília (DF) 06/08/2025 – Pessoas participam de ato contra parlamentares de oposição,e anista em frente ao anexo da Câmara dos Deputados. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Protesto com ocupação simbólica

Desde a noite do dia 5, deputados e senadores contrários ao governo passaram a se revezar em plantões nos plenários das duas casas legislativas. Na manhã do dia 6, permaneceram sentados nas cadeiras da mesa diretora, impedindo o funcionamento normal do Legislativo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não conseguiram abrir as sessões, optando por reuniões reservadas com líderes partidários.

Com faixas, cartazes e discursos inflamados, os oposicionistas pediram o que chamaram de “pacote da pacificação”, que inclui:

  • Anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023;
  • Impeachment do ministro Alexandre de Moraes;
  • Fim do foro privilegiado.

Sociedade civil reage

Do lado de fora da Câmara dos Deputados, manifestantes ligados a movimentos sociais e organizações da sociedade civil realizaram um contra-ato, posicionando-se firmemente contra a anistia e em defesa da democracia. O protesto foi registrado pela Agência Brasil, que publicou imagens de pessoas segurando cartazes com dizeres como “Sem anistia para golpistas” e “Justiça pelos ataques de 8 de janeiro”.

Reação do governo e impasse institucional

Parlamentares da base do governo criticaram duramente o movimento, classificando a ação como antidemocrática. Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a oposição tenta, por meio de chantagem política, frear pautas importantes do país, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários-mínimos, que estava prevista para votação na semana.

Enquanto isso, a oposição reforçou que não pretende desocupar os plenários tão cedo. A deputada Carla Zambelli (PL-SP) disse que o movimento representa “resistência legítima contra perseguições políticas e judiciais”.

Tentativas de mediação

Os presidentes da Câmara e do Senado convocaram novas reuniões de líderes para o dia seguinte, buscando uma saída institucional que preserve o funcionamento do Legislativo. Até o final do dia 6, não havia consenso, e a pauta de votações permanecia travada.

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Sou criador de conteúdo amador, natural de São Luís – MA, com origens na Baixada Maranhense. Produzo matérias sobre autismo, inclusão digital, direitos sociais e política, buscando dar visibilidade a temas que fortalecem a cidadania e a diversidade. Minha trajetória também é marcada pela fé, como membro da AD Cristo Vem – Ministério de Madureira, onde participo de eventos e celebrações junto à minha família.

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