Lula reage a tarifa dos EUA e celebra avanços sociais no Brasil

Nesta terça-feira, 6 de agosto de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no centro das atenções tanto no cenário internacional quanto nas pautas sociais internas. Em um dia marcado por forte movimentação diplomática e anúncios de políticas públicas, o governo brasileiro adotou uma postura firme contra os Estados Unidos e celebrou conquistas importantes para o país.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Crise comercial com os EUA: “Não vou me humilhar”

O principal destaque do dia foi a resposta de Lula à decisão do governo norte-americano, liderado por Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Em coletiva, o presidente brasileiro descartou qualquer possibilidade de diálogo direto com Trump, classificando a ideia como “humilhante”.

“Não vou me humilhar para ligar para o Trump. O Brasil não aceita imposições. Vamos recorrer à OMC e buscar apoio de nossos parceiros globais”, afirmou Lula.

Como resposta imediata, o Brasil entrou com um protesto formal na Organização Mundial do Comércio (OMC) e iniciou articulações com líderes estratégicos como Narendra Modi (Índia) e Xi Jinping (China), buscando uma frente comum no enfrentamento da medida.

Além disso, o governo estuda medidas econômicas internas para mitigar os impactos da tarifa, como linhas de crédito para pequenos exportadores e incentivos à produção nacional de alto valor agregado, principalmente nos setores de minerais estratégicos.

Haddad apresenta plano emergencial

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou a Lula um plano emergencial com medidas para proteger a economia brasileira. A proposta inclui estímulos à exportação, fortalecimento das compras públicas e negociações com o Tesouro dos EUA — reunião que já está marcada para 13 de agosto.

Haddad também destacou que o Brasil está próximo de lançar o primeiro sistema tributário totalmente digital do mundo, além de uma moeda soberana digital, em alinhamento com os princípios de inovação econômica.

Brasil fora do Mapa da Fome

Enquanto as tensões internacionais crescem, o governo comemorou uma importante conquista social: o Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome da ONU, segundo os dados mais recentes da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura).

Durante reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Lula ressaltou que o país atingiu uma taxa inferior a 2,5% da população em situação de insegurança alimentar — índice considerado seguro pela FAO.

“Essa conquista é do povo brasileiro, das políticas públicas e da participação popular. Saímos do Mapa da Fome porque voltamos a colocar os pobres no orçamento e os ricos no imposto”, celebrou o presidente.

Novo marco para a primeira infância

Outro marco importante foi a sanção da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI), que vai coordenar ações nas áreas de saúde, educação e assistência social voltadas às crianças de 0 a 6 anos.

A nova política reforça o compromisso do governo com a redução das desigualdades desde os primeiros anos de vida, com foco na proteção integral e no desenvolvimento pleno das crianças brasileiras.

Investimentos previstos para Rondônia

Encerrando a agenda da semana, Lula anunciou que visitará Porto Velho, Rondônia, na sexta-feira (8), para lançar um pacote de investimentos federais no estado. Serão mais de R$ 37 milhões em recursos do Novo PAC, voltados à saúde, educação e infraestrutura local.

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Sou criador de conteúdo amador, natural de São Luís – MA, com origens na Baixada Maranhense. Produzo matérias sobre autismo, inclusão digital, direitos sociais e política, buscando dar visibilidade a temas que fortalecem a cidadania e a diversidade. Minha trajetória também é marcada pela fé, como membro da AD Cristo Vem – Ministério de Madureira, onde participo de eventos e celebrações junto à minha família.

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